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01/12/2020
De que forma os jogos eletrônicos podem servir de estímulo cognitivo para idosos?

Por: Francine Tiecher

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Entenda como recursos como este podem auxiliar a vida de adultos na terceira idade

 

Conforme envelhecemos, observamos mudanças que ocorrem no nosso corpo e na nossa forma de pensar. Em pessoas idosas, queixas sobre a redução da capacidade de memória e de atenção podem ser comuns, sendo que em casos mais graves é possível que alguns destes evoluam para transtornos do neurodesenvolvimento, também conhecidos popularmente como demências, a exemplo da Doença de Alzheimer.

Dessa forma, pesquisadores vêm buscando identificar estratégias para reduzir dificuldades cognitivas associadas ao envelhecimento ou, até mesmo, que retardem o desenvolvimento de processos demenciais. Considerando-se que o número de idosos tende a aumentar substancialmente, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento nos próximos anos, este torna-se um campo de estudo bastante relevante na atualidade.

Uma dessas possibilidades de intervenção é o uso de videogames, aplicativos ou jogos eletrônicos/computacionais como aliados na estimulação de habilidades cognitivas, como por exemplo, atenção, memória, linguagem, raciocínio e planejamento. Essas estratégias têm como vantagem o desenvolvimento de recursos digitais que são visualmente atrativos, divertidos, lúdicos e desafiadores.

No campo da pesquisa, é possível encontrar estudos que buscaram verificar efeitos positivos na cognição de idosos por meio do uso contínuo de jogos especificamente planejados para treinamento cognitivo, conhecidos como serious games – os quais envolvem desafios e objetivos de longo prazo e que buscam generalizar as atividades aprendidas para situações do cotidiano, além de jogos eletrônicos que não necessariamente foram desenvolvidos para fins terapêuticos.

Ainda, destaca-se a possibilidade do uso de exergames para a estimulação cognitiva, os quais referem-se a uma modalidade de atividades que combina jogos digitais e exercício físico. Embora tenham caráter lúdico, podem contribuir para a promoção de saúde justamente por envolverem movimentos corporais para responder às tarefas (dançar, simular caminhadas ou corridas, por exemplo). Eles potencializam os resultados das intervenções cognitivas justamente por estarem aliados à prática física, especificamente, planejamento motor, velocidade e coordenação motora, equilíbrio e raciocínio espacial. Algumas revisões sistemáticas também apontam para os efeitos positivos desse tipo de jogos para o bem-estar psicológico, capacidade cognitiva e capacidade física em populações clínicas e não clínicas de idosos.

Além de promover a estimulação cognitiva em adultos idosos, o uso de jogos eletrônicos ou de videogames pode contribuir para o aumento das interações com outros jogadores, ampliando e/ou fortalecendo a rede de relacionamentos, aspectos imprescindíveis para maior qualidade de vida no envelhecimento. Esse aumento de interação é possível tanto em jogos que incluem conexão com internet, mas também quando outros idosos ou mesmo a família se reúne para jogar.

Dessa forma, intervenções baseadas em jogos eletrônicos ou em videogames podem contribuir para o envelhecimento saudável, sendo uma ferramenta promissora e acessível para a promoção do envelhecimento ativo. No Brasil, especificamente, é um campo de pesquisa e de atuação que necessita ser expandido, principalmente quanto ao desenvolvimento de tecnológicas específicas para a população idosa.

 

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Com bases na inovação, tecnologia e empreendedorismo, os Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu da IMED abrangem seis áreas do conhecimento: Administração, Arquitetura e Urbanismo, Direito, Engenharia Civil, Odontologia e Psicologia.

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**Colaboração: Professora Dra. Camila Rosa de Oliveira – Coordenadora do Mestrado em Psicologia da IMED

 

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