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27/05/2019
Número de uniões formais registradas nos últimos três anos caiu 2,3%

Por: Francine Tiecher

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Paralelamente, o número de divórcios aumentou em 8,3%

 

Em pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, entre os anos de 2016 e 2017, o número de uniões formais registradas, tais como casamentos, diminuiu 2,3%. Paralelamente a isso, o número de divórcios nos últimos três anos aumentou em 8,3%. Este é o segundo ano consecutivo com aumento no número de divórcios e diminuição de casamentos, sendo que a proporção é de três casamentos para cada divórcio registrado.

Imagem de rawpixel por Pixabay

 

Buscando abordar a problemática e seus reflexos na sociedade brasileira, as docentes Susana Konig Luz e Lívia Copelli Copatti, dos cursos de graduação em Psicologia e Direito, respectivamente, realizaram uma aula conjunta para trabalhar questões relacionadas a separação e divórcio conjugal com os acadêmicos do Campus Passo Fundo.

Susana explica que, para a Psicologia, a separação e/ou divórcio começa muito antes dos casais ousarem pensar no assunto. “Quando os casais chegam no consultório, normalmente, fazemos uma retomada de toda história do ciclo vital conjugal e percebe-se que o distanciamento do qual eles reclamam já estava presente a muitos anos”, comenta.

Já na área do Direito, quando alguém procura um advogado para um divórcio, os questionamentos são mais relacionados aos filhos e ao patrimônio, de forma que muitas vezes as orientações jurídicas não são suficientes para, por si só, atender aos interesses efetivamente envolvidos. “Assim, em algumas situações, o encaminhamento para a psicologia consegue atender para além dos interesses patrimoniais, as questões pessoais e que, muitas vezes, norteiam o divórcio”, destaca Lívia.

Dentro das graduações, na Disciplina de Dinâmica das Relações Conjugais, trabalha-se todo o ciclo vital conjugal, inclusive as separações/divórcio e de que forma a psicologia pode auxiliar casais em sofrimento. “Algumas vezes, os indivíduos nos trazem queixas sobre desconhecer seus direitos perante uma separação/divórcio”, aponta Susana.

Em alguns casos a parceria entre o(a) psicólogo(a) e o advogado(a) pode ajudar a elucidar questões e também auxiliar no esclarecimento de afirmações indevidas como: “você não tem direito a nada”, muito comum dentro dos consultórios quando se trata de uma separação/divórcio desgastante.

Na Disciplina de Direito de Família, o direcionamento busca analisar todos os aspectos inerentes à constituição familiar em seus diferentes moldes, envolvendo desde os requisitos para realização de um casamento ou uma união estável, questões referentes à guarda e alimentos para os filhos, até à dissolução da união com as questões relacionadas à partilha dos bens.

“Pensamos nesta aula conjunta com o intuito de instrumentalizar nossos alunos de psicologia e direito, para um melhor atendimento ao público que nos procura, tanto na Clínica de Psicologia (SINAPSI) como no Núcleo Jurídico (NUJUR). A psicologia tem a preocupação de promover uma comunicação funcional entre o ex-casal para preservar a parentalidade, que é a relação dos pais com os filhos, quando houver”, frisa Susana.

Lívia Copelli Copatti e Susana Konig Luz

 

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