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04/09/2019
Setembro Amarelo: suicídio deve ser tratado como questão de saúde pública

Por: Karen Vidaleti

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Assunto esteve no centro de palestra promovida por meio de parceria entre IMED e Sociedade de Psicólogos do Rio Grande do Sul

Para marcar a chegada do Setembro Amarelo, mês dedicado a promover a prevenção ao suicídio, a IMED e a Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul reuniram, na noite desta terça-feira (03), estudantes e profissionais para debater o tema. No palco, a psicóloga no Programa de Atenção Ampliada à Saúde (PAAS), psicoterapeuta, neuropsicóloga clínica e professora Allana Gessiele Mello da Silva compartilhou com o público dados e reflexões sobre a mudança de percepção do tema na sociedade, nos últimos anos.

Allana, que atualmente cursa Especialização em Neurociências, citou o estigma de doença mental, que, por muito tempo, levou à negação e à negligência por falta de conhecimento. O Movimento Social da Reforma Psiquiátrica (década de 1980 e 1990) e o desenvolvimento das ciências médicas e psicológicas foram relembrados como um marco importante para a reconstrução do lugar do doente mental na sociedade.

A palestrante também apresentou fatores que contribuem para o risco de suicídios, como as crises econômicas e desemprego. Alertou ainda que, em geral, os episódios de suicídio ocorrem no ápice das crises de depressão e ressaltou que é preciso ampliar o debate em torno do tema - para isso, não é preciso divulgação do ato, nem romantização.

Um estudo sobre a perspectiva global de suicídios (Organização Mundial da Saúde) indicou a taxa de mortes por suicídio é de 11,4 para 100 mil pessoas. O levantamento não apresenta registro de tentativas e, segundo relatou a psicóloga, sabe-se que ocorrem três a quatro tentativas antes do resultado fatal.

“Suicídio é uma demanda de saúde pública e precisa ser encarado dessa forma. Precisamos falar, sim, mas falar sob uma perspectiva de saúde mental. Precisamos falar sobre como ficam as pessoas ao redor quando alguém comete suicídio, para que outras pessoas possam entender que suicídio está atrelado a um sofrimento. Não é uma fraqueza, não é algo da personalidade da pessoa, é uma consequência de um sofrimento psíquico que muitas pessoas experimentam”, sustentou.

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