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10/03/2020
Colaboração e flexibilidade serão elementos-chave no futuro do trabalho

Por: Karen Vidaleti

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Evento Open Talks, no Campus Porto Alegre, abordou práticas de gestão de pessoas 

Transformação digital, inovação, liderança e estruturas colaborativas estiveram entre os tópicos abordados no Open Talks, que ocorreu na noite de segunda-feira (09), no Campus Porto Alegre. Com o tema “Gestão de pessoas: organizações e o futuro do trabalho”, o evento trouxe como palestrantes Adriano Rivero Ely, Camila Luconi e Caroline Souto. A mediação foi conduzida pela professora Letiene Ferreira, coordenadora da Especialização em Gestão de Pessoas. Direcionado a psicólogos, administradores e profissionais atuantes na área de recursos humanos, o evento buscou jogar luz sobre práticas de gestão que vêm sendo desenvolvidas e que estão alinhadas ao momento atual vivido pela sociedade, além de apresentar a pós-graduação oferecida pela instituição na mesma área.

Camila, que atua na transformação digital do Sicredi, destacou a valorização das soft skills, lembrando habilidades como alfabetização de dados, pensamento crítico, habilidade em tecnologia, adaptação, inteligência emocional, inteligência cultural e diversidade, liderança, julgamento e tomada de decisão, colaboração. Para ela, em um cenário de mudanças constantes e cada vez mais rápidas, estruturas colaborativas e economia compartilhada, é preciso questionar se algumas algumas práticas, como a mensuração de turnover (rotatividade), ainda fazem sentido no contexto atual. “Mudar uma empresa para que gere valor e seja sustentável é mexer em pessoas o tempo todo. Em tempos de transformação digital, precisamos trabalhar como transformar as pessoas, porque também não dá pra descartá-las”, observou.

Autogestão, autonomia, autorresponsabilidade também estão entre as características que serão cada vez mais necessárias daqui para frente. Adriano lembrou que as empresas precisam estar atentas à experiência do colaborador e que essa representa mais do que os pontos de contato. “O futuro do trabalho e gestão de pessoas passa por um RH mais tecnológico. A gente não está acostumado a pensar nas pessoas que dentro do nosso ambiente de negócios geram valor para o cliente. O entregador do Rappi, por exemplo, gera valor para o cliente”, pontuou.

As mudanças no ambiente corporativo também refletem no qual flexível será a identidade das pessoas no futuro do trabalho. Para Caroline, é preciso observar como se forma um líder dentro desse contexto, onde áreas de formação profissional não são mais limitadores para atuação. “Não existe mais um único líder e esse é o nosso grande desafio, porque justo na nossa vez mudou. Hoje, o negócio é colaboração. Não dá mais para ser diretor de uma coisa só dentro de uma empresa em transformação”, considerou.

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