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06/05/2019
Prática em Engenharia facilita a aplicação de métodos e processos

Por: Francine Tiecher

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Acadêmicos utilizaram maquetes e softwares de uso livre para entender a operacionalização das áreas de orçamentação, concepção estrutural e cálculo estrutural de madeira

 

Desde o início da graduação e na maioria dos cursos oferecidos pela IMED, os acadêmicos da instituição têm a oportunidade de ter contato prático com métodos e processos de suas respectivas áreas de formação.

Buscando facilitar o entendimento da aplicação dos métodos de orçamentação, concepção de estruturas e cálculo de modelos estruturais em madeira na construção civil, os estudantes do Curso de Engenharia Civil do Campus Passo Fundo, acompanhados pela professora Me. Marinês Silvani Novello, participam de atividades utilizando maquetes e softwares de uso livre desenvolvido pelos próprios colegas de profissão, para entender um pouco sobre esses processos de operacionalização.

Na Disciplina de Orçamentação e Custos, estudantes manusearam maquetes de prédios, residências de 01 e 02 pisos, e galpões industriais, onde puderam realizar os orçamentos pela técnica estimativa utilizando indicadores como o CUB – Custo unitário da construção civil e indicadores de custo por tipo de sistema de construção. Eles aplicaram a técnica de orçamento preliminar através de taxas de consumo disponíveis na literatura e no mercado dos principais materiais que mais representam no custo dos diferentes sistemas construtivos como: prédios em concreto armado, prédios em aço, residências unifamiliares em concreto armado e alvenaria convencional e galpões industriais em estrutura de madeira e aço.

Além disso, em relação à parte de composição de consumos de materiais e mão de obra, diferentes sistemas construtivos pré-fabricados, como steel frame revestidos com (siding vinílico, placa cimentícia, gesso acartonado), coberturas metálicas com isolamentos térmicos, painéis monolíticos de concreto, dentre outros, foram entregues aos alunos para montagem de composições de consumo de materiais e mão de obra. Para realizar a atividade, a turma foi desafiada a buscar informações sobre o método de construção de modo a identificar todos os materiais utilizados em cada sistema desde os itens principais como placas de revestimento como materiais que garantem a estanqueidade e a rigidez do sistema. Os modelos de composições de consumo elaboradas seguiram critérios de determinação de coeficientes semelhantes aos métodos das bases de mercado como TCPO-PINI e SINAPI-RS, as quais são utilizadas para orçamentos de obras privadas e públicas.

Na Disciplina de Concepção Estrutural, os acadêmicos puderam praticar o comportamento das construções sob o efeito dos ventos, através da compreensão do fluxo de escoamento dos ventos mostrado na normativa brasileira NBR 6123:1988 para projetos de estruturas de prédios e pavilhões industriais, por meio de um protótipo em túnel de vento. O comportamento dos ventos em túnel envolvendo os perfis do terreno e obstáculos do entorno do local, determinam as pressões que atuam sobre uma construção, que posteriormente são utilizadas na análise estrutural juntamente com ações permanentes e demais cargas variáveis de modo a garantir a segurança da edificação e usuários. Nessa atividade, os alunos mediram velocidades do vento com anemômetro em diferentes locais das maquetes do interior do túnel para identificar zonas de sucção e de sobrepressão, em função da altura dos elementos que contornavam a construção em estudo de modo a compreender os padrões de projeto especificados através de tabelas na NBR 6123.

Ainda nessa prática, os estudantes determinaram as ações do vento utilizando maquetes de diferentes modelos de construção: coeficientes finais de forma (externos e internos) para pórticos (vigas e pilares) e terças de cobertura e paredes. Aplicaram-se conceitos da norma NBR 6123 a modelos reduzidos onde podiam visualizar espaçamentos das estruturas e simular a posição dos coeficientes de forma e de pressão interna e locais de atuação das cargas sobre a estrutura.

Já na Disciplina de Cálculo de Elementos Estruturais em Madeira, foram disponibilizados para as equipes de acadêmicos, maquetes de coberturas treliçadas e de pórticos em madeira com diferentes vãos, tipos de madeira e tipos de telhas com três objetivos. Primeiro: determinar as ações atuantes (permanentes, sobrecargas e ações do vento); Segundo: realizar a análise estrutural utilizando o Software Ftool; e terceiro: calcular os elementos de treliça (banzos, diagonais e montantes), viga e pilar de pórtico, utilizando uma restrição relacionada a uso de determinadas seções transversais disponíveis para aquisição no mercado. Somente poderia alterar a seção dentre as disponibilizadas em caso de não atendimento aos critérios normativos da NBR 7190:2011.

A ferramenta de cálculo utilizada foi o Software de uso livre TimberCalc, desenvolvido pelo Eng° João Pedro Tumelero (Formando do Curso de Engenharia Civil 2018-1) em seu trabalho de TCC orientado pela professora Marinês, que está disponível no site da IMED (CLIQUE AQUI E CONFIRA). Por meio dessa tarefa, os alunos puderam sentir como se desenvolve um projeto junto a um cliente onde sempre são impostas restrições, seja relacionado ao tipo de material, recursos econômicos, dentre outros.

“As atividades práticas mostradas foram elaboradas com o intuito de preparar os estudantes para realizar o passo a passo de um projeto de engenharia para atendimento das diretrizes técnicas das normas brasileiras, aliado as dificuldades e restrições impostas pelos requerentes do projeto nas fases de orçamentação, concepção e do cálculo estrutural. Também tiveram como objetivo mostrar para o aluno a gama de responsabilidade da profissão de engenharia perante as suas atividades de orçamento, projeto e cálculo”, frisa Marinês.

Além de proporcionar melhor conhecimento dos acadêmicos de graduação em engenharia civil, as aulas práticas tiveram o intuito de estimular a prática de docência do Mestrando do Curso de Engenharia Civil Leonardo Garcia Lorenzato, que participou como monitor no suporte aos alunos e montagem das aulas, bem como da confecção dos modelos juntamente com os colegas Elen Boff, Rafael Kaiser e Wallace Santos, integrantes do Laboratório de Engenharia da instituição.

As empresas parceiras que forneceram os materiais para a realização das aulas práticas foram: Poly-Gesso Forro e divisórias de Passo Fundo/RS, LP Building Products de Ponta Grossa/PR, Telha Sul de Passo Fundo/RS, Dmathias Arquitetura & Construções Sustentáveis de Arroio do Meio/RS e Ecolife Empreendimentos Sustentáveis de Florianópolis/SC.

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