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04/07/2019
IMED tem projeto de engenharia e arquitetura como finalista do edital Fellowship do STHEM Brasil

Por: Francine Tiecher

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Projeto disponibiliza subsídios para pesquisa, prática e processos de inovação e aprendizagem no Ensino Superior

 

A IMED, por meio do Curso de Engenharia Civil, está entre os cinco finalistas do edital Fellowship, oferecido anualmente pelo Consórcio STHEM Brasil, em parceria com LASPAU (afiliada a Harvard University – EUA).

A professora da graduação, Me. Patricia Dalla Lana Michel foi a responsável pela iniciativa, sendo que há cerca de um ano teve interesse em desenvolver uma ferramenta interativa para facilitar o ensino da representação bidimensional de terrenos e formas tridimensionais, dentro da Disciplina de Topografia, que integra o currículo da Engenharia Civil da instituição.

Utilizando a estrutura do Laboratório de Técnicas de Construção, houve a concepção de uma caixa de areia para realidade aumentada, em que foi possível criar interações dos alunos com o relevo da areia em seu interior, uma vez que esta aprendizagem por vezes pode ser uma dificuldade para estudantes não só de Engenharia, mas também de Arquitetura e Urbanismo.  

Entre as atividades desenvolvidas a partir do protótipo, os acadêmicos tiveram a oportunidade de moldar formas de acordo com objetos propostos, além de ser possível projetar em tempo real o desenho das curvas de nível formado por diferentes arranjos. A ferramenta demonstra a hipsometria do terreno e a possibilidade de fluxos de fluidos na topografia modelada.

“Temos um curso de Engenharia Civil baseado em pilares de inovação e empreendedorismo, neste sentido incentivamos todos os nossos professores a criar e trazer práticas diferentes para suas aulas. Ficamos muito felizes quando nossa equipe (alunos e professores) atravessa as barreiras da sala de aula e é capaz de compartilhar conhecimento com os outros. Da mesma forma, estamos muito orgulhosos e dando total apoio a professora Patricia Michel para que ela possa acompanhar seus estudos com a pesquisa "Uso de caixa de areia com realidade aumentada para aprendizagem de topografia no ensino superior" e torcemos pela sua classificação”, destaca a Coordenadora do Curso de Engenharia Civil da IMED, Me. Jéssica Flesch Novaes.

 

O projeto da caixa de areia foi desenvolvido originalmente pelo centro W.M. Keck de Visualização Ativa das Ciências da Terra da Universidade da Califórnia, Campus de Davis, nos Estados Unidos. A Realidade Aumentada em caixa de areia (SARndbox) é um software livre, distribuído sob a GNU (General Public License) onde foi utilizado o software de reconhecimento e controle da caixa, usados em sistemas operacionais GNU/Linux. A ferramenta tem sido difundida com adaptações em várias instituições de ensino do Brasil e exterior.

Na instituição, a ferramenta foi montada pelo aluno do Curso de Engenharia Civil, Diogo Rodrigues, que se disponibilizou a entender o processo de montagem instalação dos softwares e calibração dos dispositivos para que o protótipo pudesse ser construído.

“Tivemos algumas oportunidades de usar a ferramenta em aulas da Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo e também no projeto Teu Futuro. Percebemos que a ferramenta tem um grande potencial para ser usada em diversas áreas da engenharia e da arquitetura, como no entendimento da modelagem tridimensional de terrenos (MDT), compreensão de curvas hipsometricas, as curvas de nível, assim como compreensão de movimentações de solo em corte e aterro, implantação de edificações em terrenos, projeção de estradas e intervenções de urbanização. A resposta dos alunos foi imediata, onde houve a compreensão de forma muito facilitada”, explica Patricia.

Com interesse de tornar a ferramenta um instrumento fixo no laboratório de engenharia e arquitetura, o projeto foi montado e inscrito junto ao edital “Fellowship”, para tentar reservar recursos para montagem da ferramenta de uma forma menos artesanal e com equipamentos que pudessem ficar disponíveis exclusivamente para a ferramenta, no caso um computador com sistema operacional GNU/Linux, uma 'Microsoft Kinect Câmera' (usada em jogos de vídeo que usa um projetor infravermelho, câmera e um microchip especial para acompanhar o movimento de objetos em 3D) e um projetor multimídia com elevada luminância, além da caixa, sua estrutura e da areia.

“O projeto se mostrou bastante interessante, de cunho inovador por ser uma ferramenta interativa, visual e que possibilita várias práticas. Quando houve a divulgação do edital de Fellowship, oferecido anualmente pelo Consórcio STHEM Brasil, em parceria com LASPAU (afiliada a Harvard University – EUA), nos pareceu natural aplicar a pesquisa intitulada "USE OF SANDBOX WITH AUGMENTED REALITY FOR TOPOGRAPHY LEARNING IN HIGHER EDUCATION", pois o projeto tem afinidade com o objetivo do programa que é oferecer condições para professores brasileiros, vinculados às instituições consorciadas ao STHEM Brasil, que é o caso da IMED,  pesquisarem e implementarem teorias e práticas sobre processos de inovação e aprendizagem no ensino superior”, destaca a docente.

 

Critérios de seleção

Os critérios para a seleção dos projetos passaram pela relevância da proposta para o ensino superior, sua capacidade de contribuição para o avanço das práticas educacionais e a clareza e força do processo e metodologia de pesquisa propostos. Além disso, foram avaliados a adequação à temática do edital – inovação e aprendizagem no ensino superior, adequação do método ao cronograma previsto para a execução da pesquisa, o caráter inovador da proposta e a originalidade do tema.

O projeto está em fase de pré-seleção e, se passar para a próxima fase, receberá subsídios para pesquisa, prática e processos de inovação e aprendizagem. Além disso, o professor selecionado fará parte do programa durante um período de 8 meses, em que terá acesso a e-mail, bibliotecas, rede de apoio e contatos da Laspau. Ainda, o bolsista poderá permanecer pelo período de duas semanas em Cambridge (MA / EUA) no escritório da Laspau, onde irá desenvolver a pesquisa protocolada.

“Entendemos essa possibilidade de intercâmbio de informações como uma boa oportunidade de troca que poderá causar impacto na melhoria das disciplinas e na inovação na aprendizagem no ensino, com o acúmulo comungado no desenvolvimento do projeto” frisa Patricia.

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