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01/03/2019
Internacionalização na IMED: O entusiasmo de quem sonha

Por: Daniel Santos

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A IMED recebe, através do programa PEC-G, estudantes bolsistas vindos de outros países

O brilho no olhar e o sorriso largo indicam a determinação de quatro jovens estudantes estrangeiros que deixaram seus países, família e amigos, para ingressar no ensino superior junto à IMED. A Instituição recebe através do programa PEC-G, estudantes bolsistas vindos de países em desenvolvimento.

De Cabo Verde, na África, veio o mais animado e comunicativo do grupo: Elber Amado Lopes – que está impressionado pela possibilidade de estudar Odontologia sem precisar ter que fazer algum outro curso antes, já que no país dele, na prática, para ser dentista, primeiro é necessário cursar medicina e após isso especializar-se em Odontologia. “A IMED tem uma forma muito carinhosa de atender os estudantes que veem de fora. É algo muito positivo! As pessoas daqui ajudam amenizar a saudade de casa” declara.

Elber carrega o sonho de ajudar seu país com o conhecimento que será adquirido durante a graduação. “Lá em Cabo Verde nem todo mundo tem a oportunidade de ir a uma consulta com dentista, pois custa muito caro! Eu quero fazer algo por eles” enfatiza Elber, que cursa o 3° semestre de Odontologia no campus Passo Fundo da IMED.

A sorridente venezuelana, Alicia Paola Carrero Fernandez, escolheu a profissão certa. Dona de um sorriso cativante, ela estuda Odontologia, e comenta que desde criança é fascinada pela promoção da saúde pública. “Eu escolhi Odontologia porque eu sou apaixonada pelos sorrisos das pessoas”, declara com confiança a estudante que é filha de uma médica e enxerga na profissão da mãe, a sua principal inspiração.

Antes de chegar a Passo Fundo, Alicia, primeiro passou por São Paulo, mas o desejo mesmo era conhecer o sul do país. “Quando eu recebi a notícia de que a bolsa que eu fui contemplada era no Rio Grande do Sul, eu fiquei muito feliz. Eu avisei meus amigos de São Paulo para que venham me visitar aqui. Essa cidade é linda e quero muito fazer amizades”, comenta a acadêmica.

Há três meses no Brasil, Nana Abena Boamah, veio de Gana na África. Nas primeiras conversas, em sua chegada na IMED, a língua portuguesa ainda era de difícil compreensão. Com o entusiasmo de quem sonha, Nana, fez com que nosso idioma ganhasse um peculiar sotaque em sua voz. “Desde criança eu desejo ajudar meu o país. Lá muitas pessoas vivem na rua e a Odontologia vai me permitir fazer isso, pois estarei trabalhando com a saúde em prol delas. As pessoas aqui são incríveis e só está faltando minha família”, declara.

 

Intercâmbistas: Elber Amado Lopes, Nana Abena Boamah e Alicia Paola Carrero Fernandez 

 

No curso de Arquitetura e Urbanismo, Ruth Maria Campomanes Yabar , é a primeira aluna do Programa PEC-G matriculada na IMED.  Vinda do Peru, alimenta muitos sonhos com a futura profissão e um deles é levar as propostas arquitetônicas brasileiras para o seu país. “Estou muito feliz com a IMED, pois é um Instituição que pensa na sustentabilidade. Além de ser culturalmente diferente do Brasil, meu país também carece nas questões do transporte, e eu penso que com o aprendizado adquirido aqui poderei contribuir com essas demandas por lá”, declara.

 

Do curso de Arquitetura e Urbanismo, Ruth Maria Campomanes Yabar 

 

A IMED entende a cooperação internacional como um instrumento de integração entre culturas, sistemas e instituições, fundamental para a expansão da instituição e promoção da diversidade e do multiculturalismo. “Para nós, enquanto professores, é uma gratidão e ao mesmo tempo um imenso desafio quando recebemos alunos de outros países. Queremos que quando estes estudantes, retornem aos seus países, que levem o conhecimento que nos transmitimos por aqui e que encontrem a realização profissional”, explica o coordenador do curso de Odontologia da IMED, professor Leodinei Lodi.

 

Internacionalização

As ações de internacionalização desenvolvidas pela IMED vão além dos intercâmbios.  São focadas em objetivos como as parcerias interinstitucionais, projetos conjuntos de pesquisa e programas de estudos de curta duração no exterior. A professora Márcia Perin do setor de Internacionalização explica que esse tipo de estudo é uma necessidade para o desenvolvimento das Instituições de Ensino Superior. “Não apenas pela importância de possibilitar aos nossos alunos a troca de experiências e contato com outras culturas, mas também prepara-los para uma realidade globalizada; contudo a internacionalização não é um fim por si só, mas um instrumento indispensável para cumprir os objetivos estratégicos que emanam da nossa missão: Proporcionar um centro de excelência acadêmica para formação de sujeitos capazes de compreender e transformar a realidade em que vivem”, explica.

O setor de Internacionalização orienta o estudante em questões legais e de permanência – obtenção e manutenção do visto, estadia, alimentação, bem como seu desenvolvimento acadêmico. Através do atendimento individual é prestado o serviço para resolver questões de adaptação à vida universitária. “Ao chegarem na cidade os alunos são recepcionados e recebem orientação quanto a procedimentos necessários par sua estadia e integração”, comenta a professora.

 

 

Sobre PEC-G

Criado em 1964, o Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) oferece vagas de graduação em Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras a estudantes de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordo de cooperação educacional, cultural ou científico-tecnológica. Além de cooperar para a formação de profissionais de países em desenvolvimento, o PEC-G contribui para a internacionalização e diversificação do cenário acadêmico brasileiro, ajudando também na divulgação da cultura e realidade do nosso país. Desenvolvido pelos ministérios das Relações Exteriores e da Educação, em parceria com universidades públicas - federais e estaduais - e particulares, o PEC-G seleciona estrangeiros, entre 18 e preferencialmente até 23 anos, com ensino médio completo, para realizar estudos de graduação no país.

O aluno estrangeiro selecionado cursa gratuitamente a graduação. Em contrapartida, deve atender a alguns critérios; entre eles, provar que é capaz de custear suas despesas no Brasil, ter certificado de conclusão do ensino médio ou curso equivalente e proficiência em língua portuguesa.

A IMED disponibiliza anualmente vagas nos cursos de graduação para que os alunos participantes do PEC-G possam se inscrever.

 

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