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28/03/2019
Especialista sinaliza crescimento tímido da economia

Por: Paula Steffenon

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Para a docente da IMED, Giana de Vargas Mores, alguns fatores que influenciam diretamente na economia estão abaixo do esperado

O Governo Federal reduziu a previsão de crescimento da economia de 2,5%, previsto na Lei Orçamentária, para 2,2%, neste ano. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, consta no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado pelo Ministério da Economia.

A professora do Curso de Administração da IMED, a economista Dra. Giana de Vargas Mores, explica que com base no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, o Governo Federal pode cortar ou destinar mais recursos para atingir a meta de déficit primário e do limite de gastos. “Esse relatório tem o papel de atualizar a projeção dos principais indicadores macroeconômicos e fiscais”.

Para este ano, o Ministério da Economia também alterou a projeção para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que passou de 4,2% na Lei Orçamentária para 3,8%, no relatório. Conforme Giana, esse resultado impacta direta e indiretamente no crescimento econômico. Segundo ela, a inflação elevada diminui o poder de compra da população, mas a inflação muito baixa não é favorável para um país.

“Inflação muito baixa é sinônimo de uma economia estagnada. Quando bens e serviços estão com preços muito baixos, as empresas podem ficar desestimuladas a aumentar a produção, e isso pode criar cenários desfavoráveis para a criação de vagas de trabalho ou até diminuir o quadro de empregados. Em um cenário de incertezas quanto ao mercado de trabalho, as famílias tendem a consumir menos, repensar as contas do mês, priorizando aquilo que é realmente necessário, desestimulando assim o consumo. Isso pode resultar em um desaquecimento da economia, deixando de contribuir com o crescimento do PIB. Para que um país cresça de forma saudável, espera-se um nível mínimo de inflação” explica.

Embora a economia apresente melhoras em variáveis macroeconômicas, algumas delas ainda estão abaixo do esperado. Conforme a docente, há outros fatores que impactam diretamente na economia e um deles é o desemprego. “Para aumentar o consumo das famílias, que é um dos agregados macroeconômicos que interferem no aquecimento da economia, por exemplo, é esperada a criação de mais vagas de trabalho, assim como um menor endividamento das famílias. Pelo lado das empresas, os investidores nacionais e estrangeiros esperam por um cenário de maior confiança para fomentar os negócios, a exemplo da instabilidade política, e a aprovação das reformas propostas pelo Governo Federal”.

Foto: Divulgação/ Agência Brasil

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