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16/06/2021
Transição corporativa abre caminhos para a expansão da IMED

Por: Vilmarise Franceschi

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Instituição busca se tornar cada vez mais uma plataforma educacional inovadora, empreendedora, conectada ao mundo empresarial, com cultura ágil e focada na experiência do cliente

O cenário da educação vem se modificando intensamente no Brasil nos últimos cinco anos. No ensino superior, o fim dos financiamentos estudantis públicos, as sucessivas mudanças na economia, coroadas nos últimos 12 meses com uma pandemia, conduziram os estudantes para caminhos diversos e cada vez mais distantes dos cursos presenciais. O perfil da geração que agora chega à universidade é de jovens que buscam viver experiências intensas e ter resultados rápidos. Atenta a todas estas mudanças, a IMED, que está presente em Passo Fundo, Porto Alegre e também com campus online, avançou um passo importante para se tornar a plataforma educacional inovadora e de base tecnológica que almeja ser. 

No último mês, foi concluída a mudança societária, com a permanência de sete dos 21 sócios iniciais da instituição. Para o presidente, Eduardo Capellari, a IMED está se preparando para constituir a plataforma mais relevante de aceleração de carreiras de pessoas físicas e transformação de empresas com soluções educacionais empreendedoras e inovadoras, em um movimento que a levará ao IPO, com oferta de ações ao mercado. “O grupo de acionistas que ficou montou um programa de transformação da IMED, alicerçado em cinco projetos estratégicos, que tem como objetivo a evolução para uma Universidade empreendedora, de base tecnológica, eficiente e focada na jornada do cliente. É nisso que queremos transformar a IMED”, afirma.

Para a transformação em Universidade, há apenas uma grande etapa a ser cumprida, que é a autorização de um segundo programa de Doutorado. O primeiro foi autorizado em 2020 e já está com turma aberta para a Odontologia. 

As mudanças no mercado de trabalho e no perfil dos jovens que chegam às universidades embasaram as decisões para o reposicionamento dos cursos de graduação e demais produtos educacionais. “ Entendemos que o modelo atual das instituições de ensino não entrega o que o jovem busca. O título, por si só, sem vir acompanhado de um grupo de competências e habilidades por parte do aluno, não vai garantir empregabilidade. Ele precisa, de fato, desenvolver ao longo da própria jornada, competências empreendedoras, tanto para ser um profissional ligado a uma corporação, como para ter seu próprio negócio e garantir geração de renda e riqueza. É esta jornada que estamos construindo na IMED”, explica Capellari. 

Para dar sustentabilidade ao negócio, a instituição busca a expansão do mercado de atuação, com a abertura de novos campi no Estado e com olhar atento a negócios no segmento B2B, de certa forma ainda incomuns na maioria das instituições de ensino.

A instituição já trabalha também no reposicionamento da marca, que poderá impactar inclusive na mudança de nome, com apoio da Interbrand, consultoria internacional que atuou em projetos de rebranding de empresas como Insper, Natura & Co e Latam. Uma forma de buscar deixar claro os atributos desejados e escapar da confusão constante com termos associados à área da saúde. O nome IMED refere-se às origens da criação da instituição, que nasceu como Instituto Meridional e que, hoje, não condiz com o modelo de negócio que adotou no mercado regional, nem sustenta a expansão programada.

Para dar suporte a tantas mudanças e estruturar o backoffice da empresa, desde 2020 movimentos importantes começaram a ser feitos, como a alteração no modelo de gestão para uma base corporativa de referência e suporte às diferentes unidades. Atualmente, a IMED possui campi estruturados em Porto Alegre e Passo Fundo e vai expandir por aquisição de outras instituições, ou abertura de novas unidades, para as cidades de Santa Maria, Pelotas, Santa Cruz, Novo Hamburgo, Caxias, Ijuí e Erechim.

E fechando o ciclo de mudanças, a instituição está investindo pesado na compreensão da jornada do cliente, mapeando os pontos de contato desde antes de se tornar aluno, até depois da colação de grau, para que o estudante tenha com a IES uma experiência de primeira linha.

  

O cenário Nacional do Ensino superior

A cada quatro estudantes de graduação no Brasil, três frequentam estabelecimentos privados. Existem no país 2.608 instituições de educação superior. Dessas, 2.306 são privadas e 302 públicas. E, do total de matrículas na educação superior (8.604.526), a maior parte, 6.524.108, está na rede privada. As informações fazem parte do Censo da Educação Superior 2019, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira e dão conta ainda de dados importantes sobre as transformações do mercado educacional. 

O censo também revela que o ensino a distância se confirma como tendência de crescimento na educação superior brasileira. Em 2019, das 16.425.302 vagas ofertadas no nível superior, 10.395.600 foram na modalidade a distância. Os dados do censo apontam que, na última década, entre 2009 e 2019, o número de matrículas em cursos nessa modalidade aumentou substancialmente. Em 2009, os ingressantes no ensino a distância correspondiam a 16,1% do total de calouros. Em 2019, esse público foi de 43,8%. Nos últimos 5 anos, o número de estudantes que ingressaram nos cursos de graduação presenciais diminuiu 14,3%.

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