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16/05/2018
Reconhecendo o ambiente com a ponta dos dedos

Por: Vilmarise Franceschi

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Nenhum detalhe foge à habilidade aguçada de perceber o ambiente com a ponta dos dedos dos frequentadores da Apace ( Associação Passofundense de Cegos) em Passo Fundo. Na tarde desta quarta-feira (16) eles tiveram a oportunidade de analisar o projeto de arquitetura de interior, feito pelas mestrandas do programa de Pós- Graduação de Arquitetura, numa parceria entre a instituição e a IMED .

Enquanto não é possível construir a nova sede, também projetada de forma colaborativa entre os mestrandos da IMED e os integrantes da instituição, algumas melhorias estão sendo propostas para a atual, que fica em um imóvel alugado, na Rua Morom, no Bairro Boqueirão.

Acompanhadas pela prof. Andrea Mussi, a mestranda Luísa Batista de Oliveira Silva e a acadêmica de arquitetura Luísa Fernanda Nercolino Deon, apresentaram para um grupo de usuários uma maquete tátil. A estrutura representa a recepção da sede, que terá sua função adaptada para uma área de convivência.  Eles puderam perceber o mobiliário, revestimento de piso, paredes, abertura da porta e todos os itens elaborados pelo grupo.

Na opinião do presidente da APACE, Fábio Flores, o projeto está bem interessante e dá uma noção real do que é o espaço e dá a ideia que está sendo proposta. “Vem muito a calhar com o que a gente estava pensando. A parceria com a IMED contribui muito com a APACE, que precisa de apoio técnico pra poder ir estruturando e organizando cada vez mais a entidade”, afirma.

A opinião de cada um foi registrada pelas alunas, para que sejam feitos ajustes na proposta e um novo encontro de avaliação.  “ Muitos membros da APACE deixaram de frequentar porquê não tinham mais espaços de convívio.  Então nosso desafio foi fazer este projeto interno”, disse a professora Andrea Mussi. O próximo passo é concluir a maquete tátil do projeto da área externa, que deverá ser apresentado nos próximos dias, além da apresentação da sinalização interna para a entidade, que será definida por intermédio de um concurso que será lançado na IMED.

Para a execução da reforma, a entidade receberá recursos repassados pelo Ministério Público do Trabalho, fruto das multas pagas por empresas em Passo Fundo. A APACE atende cerca de 80 pessoas, com aulas de braile, leitura para cegos, informática, orientação e mobilidade, atendimento de estimulação precoce e acompanhamento com a psicóloga.

Integra ainda o grupo responsável pela atividade na disciplina de Projeto Inclusivo- 2° edição,  a professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da IMED e mestranda do PPGARQ, Jéssica Portella.

 

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