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20/10/2021
Principais tendências para a cadeia produtiva da pecuária de corte no Brasil

Por: Francine Tiecher

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Tecnologias utilizadas nos sistemas de produção foram temas de pesquisa realizada dentro do Mestrado em Administração da IMED

 

O consumo mundial de carne bovina há tempos sofre impactos em relação a preocupação de consumidores com a saúde, a conservação e preservação do meio ambiente, em relação às mudanças de preços e aumento de consumo, e também de exportações, principalmente no cenário pós-pandemia.

Para atender a demanda que vem crescendo aos longos dos anos, o que acompanha também o aumento populacional, a cadeia produtiva da pecuária de corte brasileira vem passando por uma modernização tecnológica em seus sistemas de produção, com o intuito de chegar a uma eficiência maior em relação à produtividade, qualidade da carne e também em relação à competitividade.

Buscando identificar as megatendências da cadeia produtiva da pecuária de corte no Brasil, com cenário previsto até o ano de 2040, a pesquisadora Dra. Giana de Vargas Mores, que é docente do Mestrado em Administração da IMED e atua com nas áreas de gestão da inovação, sustentabilidade, cadeias produtivas agroindustriais e gestão em organizações de agronegócios está à frente de uma investigação publicada no periódico científico “Livestock Science”.

O estudo intitulado “The Brazilian beef cattle supply chain in the next decades”, (“A cadeia produtiva da pecuária de corte brasileira nas próximas décadas”, em tradução livre), foi publicada no periódico que possui Qualis A1. Isso significa que a revista científica foi avaliada pela CAPES por um conjunto de procedimentos, e foi classificada como uma das mais qualificadas quando se trata de produção intelectual, uma vez que periódicos A1 e A2 possuem fator de relevância de excelência internacional.

A investigação utilizou o método Delphi para identificar os principais desafios que serão encontrados nesse cenário a longo prazo, e a partir dos resultados obtidos, foram definidas dez megatendências que serão realidade durante os próximos 20 anos dentro do segmento: 1) avanços biológicos na gestão de resíduos; 2) transformação biotecnológica da pecuária bovina; 3) menos pasto e mais carne; 4) lucros baseados em animais bem-estar; 5) pecuária consolidada com grandes atores; 6) matadouros mais naturais e exigentes em qualidade; 7) carne com denominação de origem; 8) tecnologia digital que transforma toda a cadeia de suprimentos; 9) disponibilidade de mão de obra qualificada; 10) Brasil como grande exportador de carnes e genética.

O desenvolvimento deste a pesquisa tem implicações econômicas, sociais e ambientais para a esfera pública e privada, sendo que, no cenário internacional, o Brasil pode ser um grande exportador de carne e provavelmente de genética animal, especializado e com valor agregado.

Os avanços globais na cadeia de abastecimento virão de processos altamente técnicos, profissionais e produção pecuária competitiva, principalmente baseada em tecnologia e qualidade, conforme frisa uma das autoras do estudo.

"Essa pesquisa apresentou as dez as megatendências para a cadeia produtiva da carne bovina no Brasil para 2040. Nós utilizamos o método Delphi, que contou com a participação de 153 experts no assunto. Os avanços virão de uma produção competitiva baseada em tecnologia e qualidade”, pontua Giana.

O estudo foi desenvolvido em parceria com o Centro de Inteligência da Carne Bovina da Embapa, CiCarne – Embrapa, do qual Giana também faz parte do grupo de pesquisadores. Além dela, integram o grupo de autores da investigação Guilherme Cunha Malafaia, Yasmin Gomes Casagranda, Júlio Otavio Jardim Barcellos e Fernando Paim Costa.

Para conferir o estudo completo, basta acessar a pesquisa publicada no periódico científico.

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