Comunicação

Notícias

VOLTAR
22/08/2019
Pesquisa aborda o endividamento dos jovens

Por: Eduarda Ricci Perin

() comentários

Levantamento analisou influência do materialismo, da educação financeira e do valor atribuído ao dinheiro na propensão ao endividamento de jovens

A economia brasileira vive um momento de crise e recessão econômica. Essa realidade é uma característica recente, após anos de crescimento econômico. Entretanto, dados de 2015 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) indicam que a maioria dos brasileiros não sabe administrar o seu dinheiro.

Em relação aos jovens brasileiros, o endividamento incide, sendo que 38% dos endividados têm até 30 anos. E é nessa parcela da população que há elementos de vulnerabilidade de consumo, associados com a impulsividade na hora de consumir, característica desta população segundo o IPEA.

Frente a essa realidade, os pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Administração da IMED desenvolveram um estudo com o objetivo de analisar qual a relação entre materialismo, a educação financeira e os valores atribuídos ao dinheiro na relação com o endividamento de jovens.

Por meio de uma pesquisa quantitativa descritiva (técnica survey), os pesquisadores aplicaram um questionário na escala Likert com 51 questões. Foram investigados 91 jovens de 18 a 34 anos por meio das variáveis endividamento, materialismo, educação financeira e valor do dinheiro.

Os principais resultados da pesquisa apontam que:

- Os valores atribuídos ao dinheiro influenciam de maneira positiva e significativa o endividamento de jovens.
- Os valores atribuídos ao dinheiro mediam totalmente a relação entre materialismo e endividamento.
- A educação financeira influencia de maneira positiva e significativa o endividamento de jovens.

O estudo mostra que a cultura do jovem, mesmo não obtendo condições que permitam conhecer métodos e técnicas de educação financeira, é capaz de fazer com que seu salário se transforme como ativo e passivo diante da posição em que exercem. O levantamento também aponta que exercer o processo de educação financeira é uma tarefa complexa, pois, o incentivo ao consumo, os investimentos em publicidade e propaganda, e os preços, prazos para pagamento e formas de oferta ao consumidor, induzem às compras compulsivas.

A autoria do estudo é de Henrique Bertosso, João Marcos Minella e dos professores do PPGA Jandir Pauli e Vitor Francisco Dalla Corte.

Para conferir o artigo na íntegra, clique aqui.

*Texto escrito com a colaboração de Samuel Carminatti

Galeria de Imagens
comentários sobre esta Notícia