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09/11/2020
Novembro Roxo: A enfermagem e o cuidado aos recém-nascidos prematuros

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Em workshop sobre prematuridade, especialistas compartilharam conhecimento com estudantes das graduações da IMED

Para dar início às atividades do Novembro Roxo, mês de conscientização sobre a prematuridade, os cursos de graduação em Enfermagem da IMED realizaram, na última semana, seu primeiro workshop sobre o tema. Organizado e conduzido pelos professores-coordenadores Andressa Rebequi e Thiago Silva, o evento reuniu especialistas na área para abordar cuidados aos recém-nascidos prematuros. 

 

União e mobilização

Entre os convidados, esteve a Profª Me. Aline Carla Henneman, vice-diretora da ONG Prematuridade.com, Mestre em Saúde da Criança. Ela apresentou um pouco mais sobre a organização, que é a primeira sem fins lucrativos no Brasil dedicada à prevenção do parto prematuro, à educação continuada para profissionais de saúde e à defesa de políticas públicas voltadas ao interesses das famílias de bebês prematuros. 

Criadora do Movimento Social Pelo Nascimento Saudável, a organização nasceu em 2011, como um blog e uma comunidade no Facebook. “Pouco a pouco, as conversas em torno das vivências individuais foram ganhando contornos de uma causa coletiva. O grupo passou a compartilhar o desejo e a esperança de que prematuridade se tornasse um tema amplamente debatido e, consequentemente um assunto urgente para as políticas públicas e para as ações da sociedade”, relatou. 

Transformou-se em ONG em novembro de 2014. “Estamos sediados em Porto Alegre (RS), com voluntários em núcleos espalhados por todo o Brasil. Representamos o nosso país na World Prematurity Network, uma rede global de organizações em prol dos prematuros. Também somos membros da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI) e da iniciativa da Organização Mundial da Saúde para a saúde materno-infantil, a "The Partnership for Maternal, Newborn and Child Health".

Aline também comentou sobre o ranking de prematuros, no qual o Brasil ocupa o 10 lugar, podendo subir para a 9ª posição em 2021. “O  cuidado  de  enfermagem  é  contínuo  durante  a  permanência  do  recém-nascido  na  Unidade  de  Terapia  Intensiva  Neonatal,  por  isso,  é  vinculado  ao  acolhimento  e  envolvimento  dos  pais,  esclarecimento  de  dúvidas  e  diminuição  dos  anseios  relacionados  à internação e condição de saúde dos seus filhos, o que estimula a confiança e o vínculo. Isso reflete na recuperação, crescimento e desenvolvimento do neonato, minimizando os efeitos nocivos provocados pela hospitalização”, observou.

 

Redução da dor

Em seguida, a professora Ana Claudia Vieira, Doutora em Saúde da Criança, que abordou a internacionalização para os estudantes de Enfermagem. Ela explanou sobre sua experiência enquanto pesquisadora na University of Ottawa Faculty of Health and Science and School of Nursing, com o projeto Seja Doce com os Bebês, com foco em estratégias de redução da dor em recém-nascidos e lactantes. 

Ana Claudia enfatizou a importância da implementação da tradução do conhecimento (TC) no Brasil como uma necessidade e um desafio, apontando a falta de conhecimento e de familiaridade com este conceito como a primeira barreira, seguida da falta de parcerias entre pesquisadores, instituições e população, bem como da escassez de recursos financeiros.

 

Cuidados com a pele

O Prof. Me. Alexandre Quadros, especialista em Enfermagem Dermatológica, Estética e Acupuntura, coordenador RENBRANSP Polo RS e presidente da SOBENFeF/RS, abordou o manuseio apropriado da pele do recém-nascido prematuro, destacando a valorização, pelo enfermeiro e sua equipe, dos detalhes inerentes nos cuidados prestados. 

Essa prática é responsável por repercussões no sistema de vida dos recém-nascidos prematuros, ou melhor, pela qualidade de vida. Considerando a importância desse tratamento para a sobrevivência do prematuro, há a necessidade de padronização dos cuidados aplicados, que devem estar presentes na prescrição de enfermagem de cada recém nascido. 

 

Segurança do paciente em neonatologia

Enfermeira do controle de Infecção da ISCMPA, a professora Michele Borges falou sobre “A segurança do paciente em Neonatologia”, temática que obteve destaque global após a divulgação do relatório ‘To Err is Human: Building a Safer Health Care System’. O documento demonstrou altas taxas de mortalidade em hospitais norte-americanos e gerou um movimento mundial de segurança do paciente ao revelar que os pacientes estão expostos a riscos que podem interferir na sua segurança, causando erros e danos à saúde.

Os avanços no cuidado ao recém-nascido nas últimas décadas, com a detecção e o tratamento precoce das situações de risco neonatais, tem contribuído significativamente para o aumento da sobrevivência de recém-nascidos. 

Michele ressaltou que, em situações de crise sanitária, como é o caso da epidemia de Covid-19, é de extrema importância o acompanhamento dos profissionais, principalmente em áreas tão específicas como a neonatologia, bem como a elaboração e implementação de protocolos assistenciais específicos, não sendo apenas um anexo do protocolo. 

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