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11/11/2019
Júri Simulado aproxima estudantes da realidade jurídica

Por: Daniel Santos

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Atividade envolveu estudantes de Direito e Psicologia

Com a intenção de aproximar os alunos da disciplina de Estágio II Penal às situações semelhantes do cotidiano dos profissionais que atuam na área jurídica ocorreu mais um Júri Simulado.

De acordo com a professora Raquel Soveral – responsável pela organização da atividade, o Júri Simulado contribui para o aprimoramento acadêmico dos alunos. “Assim, com base em um caso real (processo findo e já arquivado) os alunos puderam ter a experiência de desenvolver todos os papéis que são trabalhados em um Tribunal do Júri. Os papéis de acusado, oficial de justiça, acusação, defesa e magistrado foram desempenhados por esses alunos, o que agrega de maneira ímpar na formação do acadêmico e oferece um melhor preparo para a atuação profissional futura”, comenta.

 

 

Participaram alunos que estão cursando o nono semestre de Direito. “O júri simulado foi uma experiência única para nós que optamos por seguir na prática penal. Todos os dias de preparação, elaboração de estratégias, ansiedade, aflição, nervosismo, noites sem sono, tudo faz parte da mística por trás do plenário do júri. E o mais magistral ainda: ver toda a construção da tese, no meu caso, defensiva ser acolhida pelos sete membros do corpo de sentença e ter o réu absolvido das acusações, é, sem dúvidas, o mais gratificante de tudo. Esse júri simulado só mostrou ainda mais a magia por trás de toda a seara penal, e tenho certeza que todos que estiveram presentes no dia de hoje puderam sentir e presenciar toda a emoção de um julgamento em plenário. De fato, temos outras áreas de atividade: civil, trabalhista, tributário. Mas a emoção que nós, operadores do direito penal sentimos, é indescritível. Não há quem não se encante com o Plenário do Tribunal do Júri. O dia de hoje só me fez ter ainda mais certeza de que fiz a escolha correta para seguir minha carreira como profissional”, relata o estudante de Direito, Hassan Mahmud.

Ainda, os alunos que compuseram os sete jurados, os quais decidiram o caso, ao final absolvendo o acusado, foram alunos do primeiro semestre da psicologia e do segundo semestre do direito.  “Gostei bastante, todos estavam bem instruídos, com boa postura e souberam desenvolver bem os seus papéis. Me senti instigada a participar de atividades como essa”, acrescenta a estudante de Direito, Vitória Brum.

"Nos permite a experiência de vivenciar na prática como ocorre um júri que decide a vida de alguém, mesmo não sendo um julgamento real, ocorre a imersão dos participantes visando tomar a decisão correta. Poder participar de atividades que tem um caráter multidisciplinar agrega na formação do acadêmico da IMED, e com toda certeza amplia nossa visão sobre o papel que o jurado tem com a sociedade", enfatiza o aluno de Psicologia, Adriano Farias.

O caso simulado foi um homicídio qualificado – considerado crime hediondo. Segundo o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40), o homicídio qualificado é aquele cometido em circunstâncias que tornam o crime mais grave do que já é.

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