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03/04/2017
Índice de rotatividade e variação de emprego no RS chegou a 4,8 em 2016

Por: Francine Tiecher

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Há algum tempo, a crise econômica vem afetando diversos setores diretamente, causando impactos não só em relação a produção de bens e prestação de serviços, mas também em relação a situação do trabalhador e disponibilidade de vagas de emprego.

Sendo assim, com o objetivo de observar e analisar a taxa de desocupação da mão de obra por setor de atuação, o Centro de Estudos em Gestão de Pessoas da Business School da IMED – CEGEPE, lançou o índice sobre a rotatividade e variação de emprego no Rio Grande do Sul.

Foto: Reprodução internet - SITE syhus.com.br

 

Os dados de 2016 acompanharam e analisaram as taxas de desemprego, suas causas e consequências para as empresas, nos quais chegaram a um resultado no Estado de rotatividade 4,8. Isso significa que a cada cem pessoas empregadas, 4,8 foram demitidas e substituídas por outras pessoas. Os setores com maior rotatividade no Rio Grande do Sul foram, em primeiro lugar, o da agropecuária (10,6), seguido pelo da construção civil (7,6) e do comércio (6,5).

A rotatividade tem consequências onerosas para as empresas, tais como custo de materiais, custo de rescisão, quebra de produção, baixa nas metas, queda na qualidade do produto, custos de treinamento de novo empregado, sobrecarga de trabalho e custo de posicionar um empregado para auxiliar o novo empregado. No segmento da construção civil, as empresas apontaram que as principais causas do elevado índice de rotatividade são a falta de qualificação a baixa escolaridade a remuneração e a falta de comprometimento.

Já no índice de variação de emprego, que indica a diferença entre admissões e desligamentos, da região norte do Rio Grande do Sul, o setor da construção civil foi o que apresentou maior variação negativa de empregos. Isso significa que em 2016, nas cidades analisadas, a construção civil demitiu mais empregados do que contratou, com exceção de Soledade (índice de variação de emprego = 0,0). O setor de serviço industrial de utilidade pública foi o que mais contratou, em relação às demissões, exceto em Soledade que teve um índice de -0,2.

Como principal consequência da rotatividade, os profissionais da área citaram que afeta negativamente a produção em função de que uma nova pessoa precisa se adequar a empresa e aos novos colegas. Para a empresa, as consequências são perda de produção, confiança, tempo em treinamentos e custos. 

Estão envolvidas no desenvolvimento do índice as professoras de Gestão de Pessoas Dra. Shalimar Gallon e Me. Alessandra Costenaro Maciel, a aluna da Business School, Larissa Nardes  e a pós-graduanda do MBA em Gestão de Pessoas, Camila Sehn. Os dados do próximo índice, referentes ao primeiro semestre de 2017, serão apresentados pelo CEGEPE no mês de agosto.

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