Comunicação

Notícias

VOLTAR
23/05/2022
Estudo avalia e promove habilidades sociais em pessoas internadas em clínicas de reabilitação

Por: Eduarda Perin

() comentários

Pesquisa do Mestrado em Psicologia da IMED busca propiciar melhor qualidade de vida para pessoas com transtornos relacionados ao uso de substâncias

Habilidade social ou comportamento socialmente hábil é um “conjunto de comportamentos emitidos por um indivíduo que expressa seus sentimentos, atitudes, desejos, opiniões ou direitos de modo adequado à situação, respeitando esses comportamentos nos demais”. 

“Avaliação e Promoção de Habilidades Sociais nos Transtornos Relacionados ao Uso de Substâncias” é uma pesquisa realizada pelo Mestrado em Psicologia da IMED, que tem por objetivo realizar a avaliação e a promoção das habilidades sociais em indivíduos internados em clínicas de reabilitação para tratamento de Transtornos Relacionados ao Uso de Substâncias. 

O objetivo é propiciar uma melhor qualidade de vida a essas pessoas, investigando também a presença de sintomas depressivos, de ansiedade, de estresse e de ansiedade social.

Segundo uma das pesquisadoras, a professora Dra. Márcia Wagner, o estudo possui um foco no desenvolvimento das habilidades sociais (HS) dos indivíduos, devido às consequências negativas que os déficits nas HS produzem na saúde e na qualidade de vida de uma pessoa, inclusive assumindo um elemento predisponente ao comportamento de uso de drogas ilícitas.

A pesquisa teve a participação de 60 usuários de substâncias. Em pessoas internadas, houve predomínio de indivíduos solteiros, com idade média de 33,68 anos e com ensino fundamental incompleto, que não estudavam anteriormente à internação.

Do total, 83% trabalhavam antes da internação e o uso da substância psicoativa ocorria todos os dias para 50% dos indivíduos. “Apesar da maioria apresentar sintomas normais para depressão, ansiedade e estresse, foram encontrados sintomas clínicos severos e extremamente severos, bem como a presença de índices significativos do transtorno de ansiedade social”, conta a pesquisadora.

Com relação às habilidades sociais, 50% da amostra apresentou repertório deficitário e 63,3% pontuaram indicação para realização de Treinamento de Habilidades Sociais (THS), uma das principais abordagens utilizadas no tratamento da dependência química. 

“Os resultados demonstram a necessidade da realização de intervenções de THS nesta população, visto a presença do repertório deficitário de HS e sintomas clínicos em parte da amostra”, enfatizou a docente. 

Segundo ela, a etapa final do projeto vem a contemplar essa necessidade, com a proposição de Grupos de THS aos usuários de substâncias psicoativas. O projeto possui financiamento pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS), contemplado no edital 05/2019 do Programa Pesquisador Gaúcho (PQG).

O THS é uma intervenção vivencial, de caráter grupal, que busca a prática de comportamentos específicos de habilidades sociais, a fim de que novos comportamentos sejam integrados no repertório do indivíduo. São utilizados procedimentos como instruções, modelação, ensaio de comportamento, retroalimentação e reforço. O THS para usuários de drogas pode contribuir no desenvolvimento das habilidades deficitárias e no aperfeiçoamento das habilidades existentes. 

Além da pesquisadora Márcia Fortes Wagner, fazem parte da pesquisa os professores da IMED, Dra. Camila Rosa de Oliveira, Dr. Luís Henrique Paloski e Dra. Fernanda Cerutti, a professora Dra. Margareth da Silva Oliveira do Mestrado em Psicologia da PUCRS e a professora Dra. Ilana Andretta, do Mestrado em Psicologia da UNISINOS.

 

Galeria de Imagens
comentários sobre esta Notícia