Comunicação

Notícias

VOLTAR
01/09/2019
Egresso da IMED conquista prêmio na CasaCor 2019

Por: Eduarda Ricci Perin

() comentários

O arquiteto Fábio Borges venceu na categoria Melhor Adequação ao Tema Sustentabilidade durante a edição da CasaCor em Balneário Camboriú

As técnicas sustentáveis utilizadas na construção de um Lake Loft (loft do lago) deram ao egresso do curso de Arquitetura da IMED, Fábio Borges, o prêmio de Melhor Adequação ao Tema da CasaCor 2019, edição Balneário Camboriú. O arquiteto venceu na Categoria Sustentável.

Formado há quatro anos pela IMED, o egresso tem um escritório de Arquitetura voltado à construção modular. Na obra vencedora, ele buscou aliar tecnologia com sustentabilidade. “O tema deste ano da CasaCor era Planeta Casa. Dentro deste tema e dentro da área de atuação do meu escritório, resolvi desenvolver uma habitação minimalista, para um refúgio de final de semana ou para a moradia de um casal”, conta.

Utilizando um container e diversas técnicas sustentáveis e tecnológicas, a construção gerou poucos resíduos e pouquíssimo impacto ao meio ambiente. “Consegui gerar um ambiente extremamente funcional e eficiente. Foi o projeto com mais técnicas sustentáveis”, ressalta.

Sobre a obra
A construção utilizou um container Dry de 40 pés, dividido em duas partes, em uma planta em forma de T. “Adequei ele a um terreno que a própria CasaCor me forneceu e que fica de frente para um lago. Com isso, cheguei ao conceito do Loft e criei o Lake Loft, o Loft do Lago”, relata o arquiteto. A obra buscou a integração com o ambiente externo, com um deck de vídeo e aberturas voltadas para o lago.

Para não impactar o meio ambiente, a obra foi realizada em um ambiente controlado, dentro de uma indústria. “Levei os containers pré-fabricados e alguns resíduos como plástico, papel, madeira, metal e alumínio foram revertidos para a reciclagem. Zero impacto na construção”, conta.

Dentro da tecnologia construtiva do Loft, o egresso do curso de Arquitetura e Urbanismo da IMED utilizou pintura ecológica com nanotecnologia, que substitui as moléculas que armazenam calor por moléculas que não armazenam. “Essa tinta reduz em 60% o aquecimento de metais. Eu busquei essa tecnologia e implantei nas paredes do lado de fora, para diminuir o calor na parte interna e, consequentemente, diminuir os controles térmicos e acústicos que deveriam ter na obra”, relata.

No forro e nas paredes o arquiteto usou fibra de garrafas pets, reduzindo o uso de materiais como gesso acartonado e madeira. Na instalação dos vidros, a eficiência energética permitiu a redução do uso do ar condicionado. Na parte do esgoto foi criada uma espera para acoplar um biodigestor e, na parte da água, foram criadas esperas para aquecimento solar e energia fotovoltaica. “Os móveis foram produzidos com material reciclado e com alta resistência e as madeiras utilizadas em alguns móveis e nas estruturas – decks e pergolados – tinham garantia e certificado de procedência como madeira de reflorestamentos. No lugar das ferragens utilizei alumínio que pode ser reciclado”, conta sobre a obra premiada.

Galeria de Imagens
comentários sobre esta Notícia