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10/01/2019
Autismo será tema do IV Seminário de Educação Especial Inclusiva e Direitos Humanos

Por: Paula Steffenon

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O evento acontece de 14 a 16 de maio no Auditório Central da IMED

 

A IMED sedia de 14 a 16 de maio o IV Seminário de Educação Especial Inclusiva e Direitos Humanos. O tema desta edição será o "Transtorno do Espectro Autista: da Educação à autonomia".  O evento busca discutir com profissionais das áreas da educação, saúde e afins, as possibilidades de aprendizagem do autista, práticas e metodologias, além do diagnóstico, tratamentos e políticas públicas inclusivas.

De acordo com a Coordenadora do Seminário, Especialista em Educação Especial Inclusiva, Elisângela de Fátima Rizzatto, o evento vai contar com palestras de especialistas da área, depoimentos de crianças e adolescentes autistas, pais e profissionais que trabalham na área. “Será um evento para trocar experiência, conhecimento, além de discutir as descobertas e novas pesquisas, para que as pessoas com autismo possam ter uma vida social autônoma”, comenta.

Conforme Elisângela, a escolha do tema do seminário se deu porque observou um aumento nos diagnósticos de autismo nos últimos anos, no entanto, a sociedade ainda carece de políticas de inclusão e profissionais preparados para atendê-los, daí a importância da realização do evento. “As crianças são incluídas nas escolas regulares e estas escolas e profissionais devem estar preparadas para atendê-los com responsabilidade e eficácia. A sociedade deve reconhecer suas necessidades e criar ambientes aptos e saudáveis para que estes jovens e adultos possam ingressar no ambiente de trabalho com autonomia. Para isto, devemos entender e dar oportunidade a pessoa com autismo a ser autônoma, mas para que ele exerça esta autonomia, deve ser feito um trabalho em conjunto com a família, escola, sociedade”, destaca. 

Nesta edição, além das palestras, ocorrerão no dia 15 de maio, no turno da tarde, quatro oficinas temáticas, sendo elas: Prática pedagógica; Eco e Pet Terapia; Nutrição e Saúde; Autonomia e inclusão social. “O público participante poderá escolher uma entre as quatro oficinas disponíveis. O objetivo dessas oficinas é proporcionar conhecimento e aperfeiçoamento no que se refere ao Transtorno do Espectro Autista”, explica Elisângela.

O seminário contará com a participação de entidades regionais representativa dos autistas, entre elas, a Associação dos Amigos da Criança Autista de Passo Fundo (AUMA); Instituto AEIOU de Sananduva; Aquarela Pró-autista de Erechim; Movimento Unidos pelo Autismo (UniTEA) de Caxias do Sul e Associação Pandorga de São Leopoldo.  

 Entre os palestrantes estão o Pesquisador, Psicanalista e Educador, Roberto Andersen. O especialista desenvolve pesquisas ligadas a neuro-psico-cognição da criança e do adolescente com dificuldades de aprendizagem de origem neuropsíquica. E, a diretora-Presidente do Instituto UniTEA de Caxias do Sul, Raquel Ely que é Educadora, Especialista em Neurociências aplicada à Linguagem e à aprendizagem, e Consultora em processos de aprendizagem.

A IMED é parceira na realização do evento por meio do Laboratório de Ciência e Inovação para a Educação (InovaEdu).  O evento acontece no Auditório Central da IMED e as inscrições abrem em fevereiro.

 

III Seminário de Educação Especial Inclusiva e Direitos Humanos realizado em setembro de 2018. Neste ano, o evento acontece de 14 a 16 de maio no Auditório Central da IMED. Foto: Comunicação IMED

 

Transtorno do Espectro Autista


O Transtorno do Espectro Autista (TEA) caracteriza-se pela dificuldade na comunicação e orientação social e comportamentos repetitivos. Embora todas as pessoas com TEA compartilhem essas dificuldades, o grau de intensidade é diferente de uma pessoa para outra. “Estas características podem existir desde o nascimento ou serem percebidas ao longo do desenvolvimento”, frisa Elisângela.

Segundo ela, acredita-se que o transtorno atinja cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo, numa estimativa de que 1% da população mundial tem autismo, no entanto, nem todo o sistema escolar está preparado para atender a criança com esse transtorno.

“ O TEA é um dos distúrbios que atinge o processo de ensino aprendizagem e não se pode considerar uma ação passiva de recepção do sistema escolar, que deve atender e organizar-se para que esta criança tenha uma aprendizagem dentro de suas condições, priorizando a sua autonomia e socialização ”, afirma.

 

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