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Pintando o Sete

 

O Projeto Pintando o Sete, vinculado à Direção de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da IMED, está transformando a vida dos adolescentes internos no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Passo Fundo. Através de Oficinas de Pintura Predial, Graffiti e de Hip Hop, os jovens apreendem a construir novos projetos para o futuro.

 

Na primeira etapa do projeto, 15 adolescentes, privados de liberdades, participaram da oficina profissionalizante de pintura predial. A atividade foi desenvolvida a partir de uma parceria pioneira entre a Fase/Case, IMED e as empresas Color Tintas e Sherwin Williams. Nesta primeira etapa, foram ministrados conteúdos teóricos e práticos relacionados à qualidade das tintas, formas de aplicação, etapas da pintura, ferramentas e acessórios utilizados para cada tipo de pintura, além de técnicas e texturas.

 


O Diretor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da IMED, Prof. Henrique Kujawa, frisa que desde o começo do projeto a instituição apostou na proposta apresentada pelo professor Dr. Mauro Gaglietti. “Enquanto faculdade a lição que tiramos do projeto é de que através da cooperação podemos gerar resultados. Na educação, o melhor educador é aquele que entra no processo para ensinar e aprender”, enfatiza Kujawa.


O Projeto Pintando o Sete conta com a participação, na condição de monitor, do acadêmico dos Cursos de Direito e Gestão Pública Eduardo Peliciolli e, também, do professor Ms. Israel Kujawa.

 

Conforme a direção do Case, a iniciativa das empresas parceiras do projeto está contribuindo em uma das áreas de maior situação de risco, direcionando um trabalho aos adolescentes excluídos do cenário social.
Na visão da equipe de servidores do Case de Passo Fundo, projetos como esse, auxiliam significativamente no resgate da auto-estima e na construção de um novo projeto de vida aos adolescentes. De acordo com a equipe, essas atividades refletem-se na instituição, através de um clima de motivação, manifestado pelo interesse e comprometimento dos jovens com aulas teóricas e práticas.

 

O voluntário Rafael Ferrão, que ministra as Oficinas de Graffiti e Hip Hop, salientou que “estou aqui para doar, num sábado à tarde, meu tempo, energia e conhecimento para que o graffiti e o hip hop mudem a vida de vocês, como mudou a minha”. Ferrão contou que quando ficou desempregado, por cerca de seis meses, conseguiu uma oportunidade porque sabia desenhar letras e pintar.

Segundo o coordenador do projeto Prof. Mauro Gaglietti, o projeto irá prosseguir até o final do ano incorporando outras oficinas que serão oferecidas aos adolescentes tendo em vista, objetivos culturais e profissionalizantes, como Oficina de Pintura Predial, visando formar, entre os jovens que estão no Case, alguns pintores profissionais.

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